quarta-feira, 28 de setembro de 2011



"Por tudo o que me deste:
— Inquietação, cuidado,
(Um pouco de ternura? É certo, mas tão pouco!)
Noites de insónia, pelas ruas, como um louco...
— Obrigado, obrigado!

Por aquela tão doce e tão breve ilusão.
(Embora nunca mais, depois que a vi desfeita,
Eu volte a ser quem fui), sem ironia: aceita
A minha gratidão!

Que bem me faz, agora, o mal que me fizeste!
— Mais forte, mais sereno, e livre, e descuidado...
Sem ironia, amor:
— Obrigado, obrigado
Por tudo o que me deste!"

Carlos Queirós

Um comentário:

  1. Lu,
    muito gostoso o seu espaço com todas essas maravilhas que fazem sonhar e devanear...
    Vai me ver +s vezes...

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